Os estudantes do 2.º ano do CTeSP em Turismo e Informação Turística apresentaram os seus trabalhos interdisciplinares desenvolvidos no âmbito das Unidades Curriculares de Itinerários Turísticos e Recurso de Informação Turística. O projeto consistiu na elaboração de um itinerário turístico digital, acessível e inclusivo, tendo como objeto de aplicação o Parque das Águas, localizado na freguesia do Bonfim, cidade do Porto.
O trabalho iniciou-se com uma visita de campo, momento fundamental para o contacto direto com o território. Os estudantes foram recebidos pelo então Presidente da Junta de Freguesia, João Ricardo de Aguiar, que apresentou a freguesia, partilhou curiosidades históricas, culturais e sociais, e enquadrou a importância do parque no contexto local. Posteriormente, realizou-se uma visita detalhada ao Parque das Águas, onde foi possível explorar os diferentes recursos existentes e efetuar um primeiro levantamento para suporte ao desenvolvimento do itinerário.
No âmbito do desenvolvimento do projeto, os estudantes realizaram igualmente uma visita à Casa Rosa – Boutique Hotel, unidade de alojamento que pertence à Fundação Cupertino de Miranda, com o objetivo de compreender o funcionamento de um alojamento turístico integrado numa fundação cultural. Esta visita permitiu conhecer a organização do espaço, os serviços disponibilizados, o modelo de gestão e a forma como o alojamento se articula com a identidade cultural e patrimonial da instituição.
A partir desta experiência prática, o projeto potenciou e desenvolveu competências de investigação, seleção e tratamento da informação turística, bem como a sua organização em formato digital. Os estudantes foram desafiados a construir um itinerário que respondesse aos princípios da acessibilidade e da inclusão, considerando públicos com diferentes necessidades e perfis.
Na apresentação final, realizada em grupo, os estudantes partilharam ideias e propostas inovadoras para itinerários turísticos acessíveis e inclusivos. Entre as sugestões destacaram-se a adaptação física dos espaços, o desenvolvimento de recursos digitais para pessoas com deficiência visual e pessoas surdas, bem como soluções pensadas para visitantes neurodivergentes, reforçando a importância de um turismo mais justo, universal e sustentável.
Este trabalho, orientado pelas docentes Daniela Meneses e Marlene Oliveira, permitiu alcançar objetivos concretos de aprendizagem aplicada, promovendo a articulação entre teoria e prática, o trabalho colaborativo e o desenvolvimento de competências técnicas e sociais essenciais à formação de futuros profissionais na área do turismo e da informação turística.

